• Susana Savedra

Rede social, a nova caverna de Platão


Para os que navegam na internet há uma lógica no ato de postar e para os que visualizam e comentam outra. Muitos dos que se entusiasmam em divulgar seus pensamentos críticos acreditam que seus seguidores são preguiçosos ou desinteressados ao discordarem de suas posições.

Na alegoria da caverna de Platão, os prisioneiros são acorrentados na caverna desde seu nascimento. Nela há um palco onde estátuas dos seres como homens, animais e plantas se movem, sendo manipuladas para representar o cotidiano destes seres. Mas as sombras são projetadas nas paredes, sendo a única imagem que os prisioneiros conseguem enxergar.

foto: arquivo pessoal

Será que a visão do mundo que certos internautas mantêm condiz com a dos demais? Estudar e analisar a ótica do outro é a primeira lição que as pessoas precisam aprender no atual mundo em que vivemos. Ainda assim, o diálogo verdadeiro é muito difícil. Talvez, a forma como a individualidade alheia poderia ser vista não atenda aos interesses pessoais de cada um e este motivo seja o mais importante.

Realmente para alguns "detentores do conhecimento" colocar-se no lugar do suposto prisioneiro pareça tarefa impossível. A menos que recordem o fato de que o são também.

É bom lembrar que a internet possibilitou a difusão de informações nunca antes divulgadas e que muitos dos que não receberam uma educação formal prévia hoje se deparam com uma gama infinita de conhecimento deturpado sem a mínima competência para filtrá-lo sob um olhar crítico e reflexivo. O que faz um leitor entender é a sua capacidade intelectual e não o acesso a imagens e textos dentro ou fora do contexto.

Quando um dos prisioneiros sai da caverna e solta suas amarras, descobre que os seres manipulados eram estátuas e sente pena dos que ainda estão presos porque não podem ter sua própria visão do mundo. Mas estes, como conhecem apenas uma realidade, o classificam como louco.

Atualmente, somos todos prisioneiros dentro dessa caverna mais precisamente chamada "rede social". Somente soltando nossas correntes (os olhos impregnados na tela) e vivendo, poderemos pensar. Talvez aí o diálogo se faça presente.

Espero que todos se fodam

Os humanos extintos

os sub-humanos no caos

Escuta, sociopata!

Me empresta a tua pata

Sociopata de Susy Poesia Savedra

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Susana Savedra

É poeta, arte educadora, atriz, modelo vivo e estudante de letras. Integra duas coletâneas, "Lar" e "Baseado na estrada". Para conhecer melhor seu trabalho acesse sua página no Facebook e seus blogs:

Facebook: CurtaPoesiaVidaLonga

www.joaninhasusana.zip.net

www.cafeconpochoclos.blogspot.com.br

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