Ideologia de Gênero

07.12.2016

 

Às vésperas de completar 60 anos e ser oficialmente considerada idosa, percebo que algumas questões do mundo atual mexem comigo. Uma delas é sobre a identidade de gênero.

 

Eu sempre me achei moderna por conversar com meus filhos sobre qualquer assunto, abertamente e sem falso moralismo. Me lembro que quando eles eram pequenos eu sempre procurava falar sobre os perigos das drogas, e para isso usava tanto histórias reais, como livros da Tartaruga Ninja e outros super heróis. Felizmente funcionou, e eles nunca tiveram problema com isso.

 

 

 

Sexo, até pouco tempo tabú em muitas famílias, também era um assunto que entre nós fluía naturalmente. Sempre procurei respeitar a privacidade deles, mas tendo o cuidado de alertá-los sobre doenças sexualmente transmissíveis, gravidez e a necessidade do uso de preservativos. Minha conduta era deixar claro que, caso sentissem necessidade, eu estava pronta para ouví-los. Entretanto, deixava que a iniciativa da conversa partisse deles.

 

Agora que os dois já são adultos, 20 e 30 anos, tenho tido muito mais tempo para ler e aprender. De uns tempos pra cá, comecei a ouvir cada vez mais sobre ideologia de gênero. Antes de falar sobre isso, deixo bem claro que respeito toda e qualquer opção sexual, até porque tenho plena consciência que as preferências dos outros não muda absolutamente nada em minha vida, nem para o bem, tampouco para o mal. Que cada um seja feliz da maneira que escolher.

 

O que me não me convence nessa tal de ideologia de gênero é partir do pressuposto que o ser humano nasce sem um sexo definido, e que o mundo deve lhe dar a opção de transitar entre os sexos desde a mais tenra idade. Tudo isso incentivado pelos pais e professores. Eu acredito que a maioria das pessoas nasce se percebendo como menino ou como menina sim! Existem as exceções, que obviamente precisam ser entendidas e principalmente respeitadas. O que não é justo é essa inversão, essa tentativa de fragilizar as certezas de quem se vê bem definido, apenas para não melindrar os menos adaptados ao padrão masculino/feminino.

 

Recentemente li uma reportagem onde uma mãe dizia que apenas ela sabia o sexo de seu (sua) filho (a) de 3 ou 4 anos. Um dia, ela vestia a criança com vestidos, laçarotes e babados, e no outro, bermuda, chuteira e camiseta. Além disso, ela ensinou a criança a não chamá-la de mãe. Preferia ser tratada de "cuidadora". O nome da criança também foi escolhido a dedo, propositalmente ambíguo: MiKa. Não sei se é conseqüência da proximidade dos meus 60 anos, mas eu senti muita pena dessa criança. Não tenho bola de cristal, mas só consigo enxergar nela um futuro adolescente drogado, alcoólatra, desajustado ou suicida em potencial. E pensar que há pouco tempo eu me julgava moderna por não dar importância à virgindade, por achar que namorados podem e devem dormir juntos na casa dos pais e por pensar que casamento no papel é algo desnecessário...

 

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 Suely Rosset

 Sou paulista, casada, e tenho dois filhos:  o mais velho é piloto comercial e dono de uma empresa de aluguel de veleiros, o mais novo estudante de engenharia estagiando no mercado financeiro.    Sou formada em Administração de Empresas pela Fundação Getúlio Vargas de São Paulo, mas moro no Rio de Janeiro há mais de trinta anos.  Já trabalhei em metalúrgica, estatal, joalheria, tive meu próprio negócio e atualmente não trabalho.  Há alguns anos comecei a me interessar por política e hoje esse é um dos meus temas favoritos.  Costumo ler artigos do Rodrigo Constantino, Alexandre Borges, Felipe Moura Brasil e diversos autores do Instituto Liberal.  Em relação a partido político, me identifico com o Novo e sua ênfase no indivíduo, na meritocracia, na livre iniciativa, no respeito à propriedade privada e no desejo de um Estado menor e mais eficiente.

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