Coca-Cola way of life de alimentação

28.11.2016

Depois de uma vida na área da biologia, decidi cursar nutrição. Muitas coisas me levaram a essa decisão, inclusive muitas frustrações na área da pesquisa, mas isso é assunto para outro dia. Meu relato de experiência serve para saber que quando a gente quer, a gente faz e, bem feito, de forma segura, sem invenções mirabolantes e nada saudáveis. Sempre procurando um profissional da área para uma orientação. Não se brinca com a saúde!

 

Quando bem pequena, meus pais me alimentaram de forma correta em casa, mas como nunca deixavam de sair por minha causa, ia pra rua e seguia o “ Coca - Cola way of life ” de alimentação. Esse estilo de vida passou a infância, adolescência e até a idade adulta. Quando, com 28 anos, me deparei com fotos minhas em uma viagem com amigas para Búzios. Horrível, me achando esquisita, inchada, gorduras localizadas em lugares que não deveria, enfim, nada feliz. Na mesma semana que retornei da viagem, já marquei uma nutricionista e decidi mudar completamente meu estilo de vida!

 

Ok, mas o que era uma nutricionista, nunca tinha ido e nem sabia exatamente do que se tratava... Fui! Falei do que eu gostava e do que não gostava e resultado: frutas, verduras e legumes! Oi!? Eu não como isso!

 

 Aquela sensação de derrota, mas decidi mudar e tenho que me sacrificar. Comecei a comer só o que gostava, e olhe lá. Eu levava lanche (receitinhas pros próximos posts) para tudo quanto é lugar, fiquei chata. Acho... mas segui. Minha família não me ajudou (maluca, obsessiva, radical...), meus amigos não entendiam e me zoavam, as pessoas me olhavam estranho por causa da marmita na mão na rua... Eu? Feliz da vida, ignorei tudo e a todos e continuei a fazer o que eu achava que deveria. Junto a isso, me matriculei em uma academia e comecei a fazer exercícios. Alguns meses depois eu já tinha emagrecido horrores e estava me sentindo muito mais disposta. As transformações foram sendo feitas naturalmente em todos os sentidos da minha vida. De repente, estava treinando de domingo a domingo, meu corpo foi modificando, minha alimentação melhorando, troquei de nutricionista (esportiva agora), entrei no curso de gastronomia (não fazia nem arroz), mudei de esporte, fiz outro curso, aprendi a comer melhor, exames médico ficaram exemplares, ganhei massa muscular, saí da Fiocruz, me matriculei em nutrição! Ufa! Foram três anos evoluindo e, lembrando que minha alimentação era e continua sendo, a mais equilibrada possível.

 

Hoje em dia, eu tomo whey protein para manter a massa muscular que ganhei, mas nenhum outro tipo de suplementação. Tenho amigos e conheço pessoas que nunca foram a um nutricionista, se alimentam da forma que acham correto ou que viram na internet, e até uns que tomam tudo o que está na moda, simplesmente em busca de um corpo ideal. Seria hipocrisia minha se eu dissesse que não quero um corpo ideal, claro! A busca da “perfeição no espelho” sempre, mas dentro da minha realidade. Não adianta querer 2 metros se mal chego ao 1 metro e 50 centímetros, mas posso colocar um salto e ganhar ridículos 5 centímetros e me sentir melhor.

 

Querer melhorar nunca será ruim, o problema é quando vira obsessão. Atualmente, a forma física musculosa e a “barriga negativa” ditam o padrão de beleza e, pode gerar um excesso de frustração para aqueles que não conseguem se encaixar nesse conceito, surgindo situações extremas - anorexia e obesidade - com consequências negativas para a saúde da população. Nesses casos, talvez seja necessário um tratamento interdisciplinar, envolvendo nutricionistas, psicólogos e outros profissionais da saúde. Dever de casa: procurar um profissional da área - Obrigada! De nada! É... estava leve e ficou pesado... infelizmente tudo tem dois lados, e essas situações devem ser discutidas. Maaaaaaaaaaaas enfim, quem me viu antes (entornando uma lata de leite condensado) e quem me vê hoje (pirando na rúcula), não acredita.

E, as vezes, nem eu! Rs.

 

 

 

Sou Nathália Motta, filha única, carioca e tenho 31 anos. Sou formada em Ciência Biológicas na Faculdade Souza Marques, cursei mestrado e doutorado na Fiocruz e, atualmente, estou cursando Nutrição na Universidade Veiga de Almeida. Sempre pratiquei algum tipo de esporte ou dança, nunca fui sedentária.

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