Dia a dia de uma mãe frenética

06.12.2016

 

A posição das mulheres na sociedade evoluiu. As mães agora trabalham fora, disputam mercado de trabalho junto com os pais, buscam uma carreira bem sucedida, e ao mesmo tempo mantém suas funções de casa: fazer comida, cuidar dos filhos, do cachorro, do papagaio, do periquito, ir à academia (pra aguentar essa vida corrida tem que ter saúde)... enfim, acaba que sobra pouco tempo livre para curtir de fato a família. Fica uma constante sensação de que o dia tinha que ser mais longo pra caber tudo que precisamos e queremos fazer. É um jogo de revisão de prioridades diário. Eu admiro muito quem faz tudo isso e se mantém serena.

 

 

Ao mesmo tempo somos bombardeadas com teorias e novos conceitos de educação que por vezes confundem o que é mais importante. Os pais querem sempre dar o melhor, mas acabam tentando compensar a ausência com bens materiais e dão a seus filhos muitas atividades todos os dias (esportes, cursos de idiomas, eventos sociais, etc) e excesso de informação (internet, televisão etc). Fico pensando se essa diminuição evidente do convívio familiar, e a competitividade que começa cada vez mais cedo, está tornando nossas crianças mais estressadas e carentes. Se a mãe trabalhar demais e fizer tudo que deve ser feito (comida, lavar roupa, supermercado, enfim tudo) seus filhos vão se sentir abandonados ou substituídos? Será que deixamos de influenciar no caráter de nossos filhos por não estarmos presentes o dia todo?

 

Recebi pelo whatsapp uma parte de uma entrevista com um psicólogo, não dava pra ver o nome nem dele nem do programa, que tocou num ponto bem interessante sobre a educação atual: estamos priorizando ter afeto e amor a ter respeito. Ele completa, quando atendemos pedidos ansiosos do filho sempre na hora que querem, não deixamos ele chorar, ou de castigo mesmo, não estamos impondo respeito. E de fato criaremos adultos que não sabem lidar com frustrações na vida. Não vão aprender que tudo vem com esforço e dedicação. Será que nós percebemos isso? No meu ponto de vista essa percepção tem muita relação com o fato de a mãe trabalhar, pois acaba priorizando no pouco tempo que tem com os filhos atividades legais e o bom convívio, e acaba não repreendendo pelas malcriações. Então compra coisas, e não frustra com o “não”... não põe de castigo porque tinha uma festinha programada pra ir (por exemplo) e não quer deixar de sair... Enfim, ele tem razão, não repreender quando necessário dá a mensagem errada. Ter limites é importante. Ainda segundo esse psicólogo, o amor é algo construído a partir do respeito, e que deve ser construído ao longo da vida. A criança não nasce sabendo amar.

 

Nesse mesmo contexto, vi outro dia uma criança rebelde, xingando e batendo na mãe no meio da rua, que por sua vez, super sem graça com a malcriação, fez ameaças que de nada adiantaram. Esse tipo de comportamento não existia na minha geração. Se eu fizesse isso com a minha mãe acho que ela me largaria no meio da rua sozinha e iria embora. Ou ao menos me fazia pensar que assim seria...rs Ao mesmo tempo, olhando pro meu próprio umbigo, eu noto que quando repreendo meu filho no meio da rua, tenho uma impressão de estar recebendo olhares de julgamento pela sociedade de forma bem negativa. E pior, pessoas da mesma faixa etária dos meus pais ou avós. Agora, sou eu que estou sendo paranóica ou a sociedade de fato está vendo com maus olhos uma mãe repreendendo seu filho? Será que apenas eu sinto isso? Se sim, por que eu sinto isso?

 

Pois bem, nós mães temos muito a fazer, e deixar os filhos com alguém para ir ao supermercado, ao banco, aos eventos com os amigos pode não ser uma opção. De novo, muitas atividades e correria no dia a dia tende a estressar. Se estressa a gente, por que não estressaria a criança também? Como dizem, o ócio é criativo. Criança precisa de ociosidade para desenvolver a criatividade e até maneiras de solucionar seus próprios problemas. Como resolver esse impasse?

 

Eu não tenho essa resposta, mas pensei em alguns pontos importantes: 1) Planejamento: não planejar um dia corrido, planejar um dia possível; 2) Comunicação é a chave de tudo. Se a família se comunicar bem, e o planejamento for bem feito, não haverá frustrações. Alinhar expectativas é muito importante. 3) Mais difícil de todos: apertar o “foda-se” de vez em quando, e não ver uma mudança nos planos como uma catástrofe.

 

A vida não é fácil, e criar pessoas para essa vida é ainda mais complicado. Pais sempre querem proteger e amar, sempre querem o melhor, mas é importante ter equilíbrio. Cabe a cada um analisar no seu ambiente aonde fica esse equilíbrio, pedir ajuda quando precisar, estar mais presente e ao mesmo tempo ser firme. Estar decidida em suas posições em casa, mesmo que impacte seu próprio final de semana. Quando seu filho crescer ele vai dar valor a todo o seu esforço para dá-lo tudo que ele teve, e pelos momentos ainda mais especiais em família.

 

 

Olá, eu sou Andrea e a partir de hoje vou compartilhar parte das minhas idéias com vocês. Idéias sobre casa, comportamento, filhos, viagens, ... Podem concordar, discordar e principalmente complementar.

 

Sou carioca, Engenheira, tenho 30 e poucos anos, casada e mãe de um menino com outro a caminho! Ah, também tenho um cachorro, o Fred, que é parte ativa da rotina lá de casa... adoro viagens, esportes, família e amigos! Enfim, uma pessoa normal, agitada mas não neurótica (que eu saiba)... em geral uma pessoa feliz, sorridente, alto astral!

 

Espero que me acompanhem e se divirtam com meus pensamentos. Afinal, a idéia é descontrair e trocar ideias. Venham, leiam e participem. ;)

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