A tal da confort food

28.11.2016

Sou nova por aqui, nas linhas, e quero ter com vocês apenas um momento leve e despretensioso de leitura. Amante da cozinha, formada em gastronomia há mais de três anos, com uma inclinação para a confeitaria e apreciadora de todos os outros ramos.

Minha relação com a comida sempre foi conturbada: muito paixão, muito amor, muito peso e, por isso mesmo, precisei rever esses conceitos culinários várias vezes. Venho de uma cultura gastronômica muito rica. Rica em açúcar, gordura, gostosuras. Sou nordestina, mais especificamente Pernambucana, descendente de uma culinária mista com principais influências a cozinha indígena, africana e portuguesa. Como diz a história, nossos colonizadores contribuíram para o desenvolvimento da cozinha, com seus métodos de cocção, utensílios e alimentos trazidos e adaptados no novo solo.

 

Mas num mundo globalizado, sem fronteiras à vista, a descaracterização pode ocorrer,

e rápido. A internet facilita muito a busca pelo conhecimento e entendimento de novas cozinhas e o sistema de distribuição de alimentos facilita a reprodução de pratos típicos de qualquer lugar do mundo. O que nos remete, ainda, à culinária de raiz são nossas ligações com o sentimento adquirido nos primeiros anos de vida, quando somos alimentados por nossos pais. Aí é mais que uma comida, é amor, o tal da confort food.

 

A receita de hoje é minha confort food. Um bolinho simples de trigo, acompanhado de

um cafezinho, como manda a tradição pernambucana. Espero entretê-los com amenidades, sem muito estigmas culinários. Sou apenas mais uma na multidão querendo entender melhor, aproveitar tudo que sei e o que ainda não sei. Comida significa reunião, seja comigo mesma, seja com os outros. Vamos nos reunir?

 

 

Bolo de trigo

Ingredientes

- 250g de manteiga (ou margarina 80% de lipídios)

- 2 1⁄2 xícaras de açúcar

- 4 Ovos

- 4 xicaras de farinha de trigo

- 250ml de leite

- 1 Colher de sopa de fermento

Modo de preparo:

Bater o açúcar com a manteiga, na batedeira ou à mão como já foi o costume. Acrescentar os ovos uma a um e mexendo a cada adição. Colocar a farinha e o leite aos poucos e incorporar a mistura. Por último o fermento. Assar em forma untada e enfarinhada a 200°C (em média, depende do forno) até o famoso teste do palito (colocar o palito no meio do bolo e retirar, se sair com bolo grudado não está bom ainda, tem que sair limpo).

 

Viviane Tavares é pernambucana e apaixonada pela alquimia dos sabores, sou formada em gastronomia e confeiteira desde 2013 quando profissionalizei minha vocação desde menina. Encantar pessoas oferecendo diferentes experiências gastronômicas sempre foi uma diversão minha e neste espaço venho passar algumas dessas experiências. 

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