A tal da confort food

Sou nova por aqui, nas linhas, e quero ter com vocês apenas um momento leve e despretensioso de leitura. Amante da cozinha, formada em gastronomia há mais de três anos, com uma inclinação para a confeitaria e apreciadora de todos os outros ramos.

Minha relação com a comida sempre foi conturbada: muito paixão, muito amor, muito peso e, por isso mesmo, precisei rever esses conceitos culinários várias vezes. Venho de uma cultura gastronômica muito rica. Rica em açúcar, gordura, gostosuras. Sou nordestina, mais especificamente Pernambucana, descendente de uma culinária mista com principais influências a cozinha indígena, africana e portuguesa. Como diz a história, nossos colonizadores contribuíram para o desenvolvimento da cozinha, com seus métodos de cocção, utensílios e alimentos trazidos e adaptados no novo solo.

Mas num mundo globalizado, sem fronteiras à vista, a descaracterização pode ocorrer,

e rápido. A internet facilita muito a busca pelo conhecimento e entendimento de novas cozinhas e o sistema de distribuição de alimentos facilita a reprodução de pratos típicos de qualquer lugar do mundo. O que nos remete, ainda, à culinária de raiz são nossas ligações com o sentimento adquirido nos primeiros anos de vida, quando somos alimentados por nossos pais. Aí é mais que uma comida, é amor, o tal da confort food.

A receita de hoje é minha confort food. Um bolinho simples de trigo, acompanhado de