Educação no Brasil: tudo errado


Há menos de um ano atrás, estávamos sob a tutela de Dilma Rousseff, com seu slogan oficial: "Brasil, uma Pátria Educadora". Não que os governos anteriores tenham feito um bom trabalho; longe disso. Só que isso não impede que o slogan dilmesco tenha sido uma piada de mau gosto.

Desde 2000, o OECD (Organização para Cooperação e Desenvolvimento Econômico) avalia, de 3 em 3 anos, como está a Educação no mundo, em dezenas de países associados ou convidados.

A avaliação PISA de 2015, que abrange cada vez mais países, alcançou 70 países e foi divulgada no dia 6 de dezembro.

A nota do Brasil em Ciências caiu de 405 em 2012, para 401 em 2015 (63º.); em Leitura, o desempenho caiu de 410 para 407 (60º). Finalmente, em Matemática, a pontuação dos alunos brasileiros caiu de 391 para 377 (65º).

Em Matemática, o Brasil só está na frente de Tunísia, Macedônia, Kosovo, Argélia e República Dominicana. Em Ciência, adicione Peru e Líbano. E em Leitura, acrescente Qatar, Geórgia e Indonésia.

Na média geral, o Brasil está em 63º, na frente do Peru (por apenas 1 ponto), Líbano, Tunísia, Macedônia, Kosovo, Argélia e República Dominicana.

O Brasil está atrás de todos os países da América Latina listados no ranking da PISA, exceto o Peru e a República Dominicana, ou seja, Colômbia, Argentina, Chile, Costa Rica, Uruguai e México.

O Peru está nos alcançando rapidamente. Enquanto a média do Brasil no PISA caiu 1,7% desde 2012, a média do Peru subiu 5,1% e a Colômbia, que estava atrás do Brasil em 2012, nos passou com um aumento de 4,5%. No Uruguai, o ranking subiu 4,4%, no Chile subiu 1,5% e na Argentina cresceu 18,2% (É muito estranho a Argentina, no apagar das luzes da Cristina Kirchner, ser o país onde a nota mais subiu no mundo inteiro no ranking do PISA)

Está tudo errado com o Ensino no Brasil.

Por quê?

Na média, sinto o jovem totalmente desmotivado, enfrentando um ensino maçante, burocrático e desinteressante. O único foco é um dia poder concluir o Ensino Médio e entrar na faculdade, se assim puder ou quiser.

E estou falando da elite. Com certeza, nas camadas mais humildes a situação é ainda pior.

A maioria dos alunos aprende uma coisa, com certeza: a odiar a área de Exatas. As outras áreas despertam mais indiferença do que raiva.

A maioria dos professores é desmotivada, além de ser despreparada e mal paga. Desse modo, assuntos que poderiam despertar interesse e curiosidade são transmitidos de forma burocrática, tediosa e rotineira. Tudo isso é agravado pelo volume de matéria que eles têm que ministrar, para cumprir a ementa curricular.

As pessoas vão para as escolas por obrigação, para passar de ano e pegar o diploma. Parte quer derrotar o Vestibular. O Ensino em si é a parte chata da vida. O jovem, em geral, gosta de todo o resto: interação, redes sociais, mensagens, jogos, viagens, namoros, etc.

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