Uma revolução alimentar vem ocorrendo mundo afora.

14.12.2016

Hoje vou ensinar a fazer (em alguns minutos) um queijo feito com castanhas de caju cruas.

 

Até outro dia comer em restaurantes veganos no Brasil era uma aventura. Tinha poucos, dava pra contar nos dedos de uma mão e a maioria eram apenas razoáveis. Em um  ano uma revolução começou a ocorrer e, nas grandes metrópoles é comum acontecer festivais em parques quase todos os finais de semana, batizados, inteligentemente, de comida orgânica ou saudável, que atraem centenas de pessoas, que formam extensas filas, esperando para comer refeições veganas, como foi o caso do festival de comida orgânica, realizado há dois meses, no Parque da Água Branca, Zona Oeste de SP.

 

 Em bairros nobres das capitais do país,  já existem opções veganas em boa parte das pizzarias e hamburguerias. Restaurantes e pizzarias exclusivamente veganas, crescem e se multiplicam numa velocidade inimaginável. Céticos que viravam o nariz e, especialmente a boca, ao ouvir o termo vegano, já estão percebendo que há muito mais alimentos incríveis do que possa imaginar a maioria da população.

 

Delícias com ingredientes jamais pensados, fazem a festa, para quem optou em não comer animais, nem seus derivados e agora se estendem àqueles que querem uma alimentação livre de gordura, colesterol, antibióticos, hormônios, sódio e outros malefícios das comidas consideradas "normais".

 

E até em lugares distantes e minúsculos, como Itacaré, uma cidadezinha bucólica, no sul da Bahia, tem restaurantes veganos, inaugurados por europeus, que vivem ali. Assim como em Caraíva, também na Bahia. O que mais me fascina é a sofisticação dos sabores, que une uma forma saudável de se alimentar com a compaixão pelos animais. Em SP, há uma rede de lanchonetes, que tem uma porção de coxinhas veganas, que se come rezando e agradecendo.

 

Hoje vou ensinar um delícia saudável e sem nenhum ingrediente de origem animal. Um queijo vegano, feito com castanhas de caju cruas, que confesso, estou totalmente viciada. Se deixar, como um queijo por dia!!!!! Troco qualquer prato por esse queijo. Como com pão sírio integral torrado, com bolacha de arroz, com pão... é irresistível!

 

E o melhor é que castanha de caju é uma boa fonte de energia, carboidratos, açúcares, proteínas, gorduras, fibras alimentares, vitaminas do complexo B, vitamina C, cálcio, zinco, manganês, magnésio, ferro, fósforo, fibras, potássio e vários outros nutrientes. O manganês e magnésio ajudam na formação de tecido e células e o magnésio reduz a pressão arterial. Quer mais? Apesar de possuir calorias, os índices de colesterol da castanha-de-caju são bastante reduzidos em comparação com outros frutos secos. O potássio presente na planta é útil para o sangue, facilitando o processo de coagulação sanguínea e ajudando na recuperação de cortes e feridas. As fibras da castanha ajudam na digestão de outros alimentos. E como se não bastasse ele ser gostoso e fazer bem pros meus músculos, ainda é super fácil de fazer. Encontrar castanhas de caju cruas, é quase uma missão, mas vou até o fim do mundo atrás delas (tem em algumas lojas da Zona Cerealista em São Paulo).

 

RECEITA QUEIJO MINAS FEITO COM CASTANHAS DE CAJÚ CRUAS

 

Deixe 250 gr de castanha de caju cruas, de molho por 8 horas.

Depois pegue as castanhas, 200ml de água, 2 dentes médio de alho, 1 boa pitada de sal, 1 de orégano e bata tudo no liquidificador.

Em uma panela coloque 200 ml de água e uma colher de chá de espessante natural AGAR-AGAR (apenas os de potinho).

Assim que engrossar, despeje no liquidificador e bata com os demais ingredientes. Unte com azeite uma forma pequena e funda e deixe por 1 hora e meia na geladeira.

Sugestão: coloque cebolinha, tomates secos, azeitonas e o queijo ganha opções de sabores diferenciados.

 

Amo a ideia de saber que estou comendo um queijo sem gordura ruim, natural e, especialmente, sem exploração animal.

 

 

 

Sandra Zatz

 

Minha vida sempre se equilibrou, de forma muito louca, entre a alegria e a dor. E do bulling por ser gorducha, pulei para o lugar mais alto do pódio, em se tratando de graça e beleza. Meu trabalho sempre foi uma festa. De repórter à assessoria de Imprensa, tudo foi arte, show e rock and roll. Mas o tempo, implacável que é, machuca e te joga de novo no olho do furacão do bulling da idade avançada e da cara caída do trem. O glamour de ontem ficou lá atrás. Hoje rio da dor, do desamor e essa outra pessoa que habita em mim, é bem melhor do que já foi.

 

 

 

 

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