Comer? Férias? Viagem?

20.01.2017

Pensando sobre o que escrever esse mês para vocês, achei interessante compartilhar uma preocupação bem séria que eu tenho sempre: como comer e o que comer durante uma viagem?

 

“Ah que palhaçada, está de férias, vai viajar e vai ficar fazendo dieta?” Quando escuto isso, sinto um básico sangue nos olhos e tento não ser tão Fiona como eu gostaria de ser (e sou! rs) e, tento explicar para criatura iluminada que existe a diferença entre pessoas que, de fato, mudaram seu estilo de vida para aquelas que fazem por moda ou não levam a alimentação a sério. Que tal oferecer açúcar para um diabético nas férias porque é muita rigidez ficar sem e ele precisa de descanso? Claro, avisa para insulina dele! Vai que ela entende e libera uma semana de açúcar na veia sem medo?! Assim, como um celíaco pudesse avisar às suas células que ele está de férias, e portanto, elas que passariam a produzir as enzimas necessárias aí, pelo menos, por esse período. Ia ser sensacional!!! As pessoas só entendem sua opção quando está relacionada a alguma deficiência e tal, mas é muito desagradável ter que justificar suas escolhas pessoais! Gente, as coisas não funcionam assim! Cada um com seu cada um e, respeito, por favor! #ficaadica

 

Passando o momento hard... É importante se preocupar com a alimentação, mesmo nas férias e durante as viagens, por diversos motivos. Sair da rotina é ótimo para a mente, mas não necessariamente para o organismo, isso pode levar a consequências desagradáveis, como, por exemplo, enjoo, dor de cabeça, desconforto abdominal entre outros, podendo assim, estragar um ou mais dias de diversão. Por isso, antes de toda viagem eu procuro saber como que é a estrutura local e saber o que eu posso carregar comigo ou não, tentando sempre ser prática.

 

Meu último desafio foi camping! O que comer? Como comer? Tem geladeira? Cozinha? Fogão? Enfim, muitas perguntas, sem resposta ainda, mas não desanimei. Primeiro fui buscar as opções de camping na cidade a ser visitada: Trindade. Segundo os sites de turismo, é um dos destinos mais procurados do município de Paraty, no estado do Rio de Janeiro. Realmente, amei o lugar e as pessoas. Tudo muito rústico, simples e agradável e com a galera “roots” que contribui para o clima delicioso da cidade. Mas por outro lado, foi um pouco difícil escolher o que comer, mas como eu já tinha realizado essa pesquisa na internet se tornou mais fácil fazer escolhas.

 

Primeiramente, fui ao mercado, fiz as contas de quantas refeições eu deveria fazer e quantos lanches e, lembrando sempre das dicas da minha Nutricionista, “se não conseguir fazer todas as refeições no dia, tente pelo menos uma mais completa e vai alternando lanches, sucos, sandubas...”. Ok, realmente foi isso que eu fiz para poder aproveitar o máximo do lugar em que eu estava sem deixar de comer da melhor forma possível. Durante o dia, em todos os lanches, eu tentava combinar “minis marmitas” com uma fonte de carboidrato, uma de proteína e até uma menor de gordura. Como por exemplo, queijos brancos, torrada integral, pão integral, leite desnatado (em pó), iogurte, frutas secas, oleaginosas, biscoitinhos integrais, geleia de mocotó sem adição de açúcar, barra de cereal, milho, ervilha, sardinha/atum em água, soja em grãos, grão de bico, feijão, arroz... Além de muita, muita água mineral e de coco na praia. Ah e levei comigo uma geladeirinha (ou bolsa térmica) pra acondicionar o máximo possível os alimentos. Pela noite, eu já me permitia um lanche na padaria ou um sorvete na vila, mas sempre buscando a melhor das opções possíveis naquele momento, como por exemplo, um sorvete de fruta, menos pesado e tal. Claro que segui uma alimentação com base no meu, só meu, pessoal, próprio, individual, personalizado planejamento alimentar feito por uma profissional. “Ah porque é obrigação?” Não! É porque eu quero. “Ah mas não quero fazer isso, quero comer o que quiser!” Fique a vontade, se você não passar mal, ótimo! Eu sei que quando eu saio da minha rotina, é de chorar! hahahahahaha

 

É interessante também, pois estamos no verão e perto do carnival, e levar lanchinhos na bolsa durante o fervo dos bloquinhos e dos shows é importante, principalmente pela “pulação enlouquecida”, e você vai precisar se hidratar e da energia dos carboidratos!

 

É isso...

 

See you no próximo post.

Beijos,

Nath

 

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Sou Nathália Motta, filha única, carioca e tenho 31 anos. Sou formada em Ciência Biológicas na Faculdade Souza Marques, cursei mestrado e doutorado na Fiocruz e, atualmente, estou cursando Nutrição na Universidade Veiga de Almeida. Sempre pratiquei algum tipo de esporte ou dança, nunca fui sedentária.

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