Análise do livro NINFEIAS NEGRAS de Michel Bussi

E no carnaval consegui ler esses dois livros: NINFEIAS NEGRAS de MICHEL BUSSI e O BALÃO CAIU – VIDA E MORTE NA CAPADÓCIA de CLÁUDIA ILDEFONSO.

FOTO: ARQUIVO PESSOAL

Primeiro vou falar do NINFEIAS NEGRAS, que foi um livro que me deixou bolada, não sabia como e o quê falar dele! Confesso que fui olhar outros comentários em diversos blogs e me senti melhor: não sou a única a ficar meio sem saber o que escrever!!!

Mas mesmo assim foi muito difícil fazer essa resenha: não dava para escrever tudo o que sentia vontade porque entregaria o surpreendente final! O que posso dizer? O livro me atropelou: em alguns momentos fiquei em estado de graça com a beleza do lugar e dos quadros, em outros fiquei totalmente confusa porque nada levava a lugar nenhum...

Não gosto muito de comentar esse tipo de ficção (romance policial) com medo de, sem querer, dar um spoiler e aí a história ficar totalmente sem graça. Mas dizer que esse livro é “apenas” um thriller policial (sem menosprezar esse gênero ficcional, que, aliás, gosto muito) é diminuir muito o impacto da obra: NINFEIAS NEGRAS consegue extrapolar tudo que se espera nesse tipo de literatura. Não sei o que vai sair nesse texto aqui hoje, mas vou tentar dar umas pinceladas sobre esse enredo que me fascinou principalmente pela beleza plástica do conteúdo, já que a história tem como pano de fundo Giverny, pequena cidade francesa onde se encontra até hoje o maravilhoso Jardim de Monet (que curiosamente visitei pela primeira vez em abril do ano passado) com sua ponte japonesa e as ninféias no laguinho.

E o autor conseguiu não só descrever muito bem esse lugar que tanto inspirou o pintor como também foi primoroso ao falar de suas obras: fiquei até com vontade de visualizá-las e também a de outros pintores impressionistas...

Mas vamos a essa história que começa com o assassinato, lá na bela Giverny, de um oftalmologista com fama de mulherengo e muito conhecido por seu interesse pelos quadros de ninféias de Monet. Essa história ainda envolve três mulheres intensas ligadas ao mistério: uma é má, tem mais de 80 anos e é dona de um belo quadro; a segunda é mentirosa, tem em torno de 36 anos, se interessa por artistas e nunca traiu o marido; a terceira é egoísta, pinta muito bem, está prestes a completar 11 anos e todos os meninos

da escola são apaixonados por ela.

A narradora é a senhora octogenária que muitas vezes nos dá a impressão que sabe o que vai acontecer e... não faz nada para evitar! E é aí que está uma das magias do livro: o texto não é feito com o objetivo de fazer o leitor descobrir o final como acontece nos romances policiais normalmente. Apesar de ser uma narrativa até lenta em certos momentos, ela é também inteligente, instigante, diferente e vai nos levando a um final totalmente inesperado: fiquei embasbacada quando achei que estava começando a entender o que estava ocorrendo e aí não deu mais para parar de ler. É incrível a maneira como o livro foi escrito para que o leitor NÃO descubra o final da trama. Affe, e que final!!! Vale até passar pela parte inicial do livro que me pareceu um pouco devagar demais...

Vou parar por aqui porque está sendo muito difícil fazer essa resenha: não dá para escrever tudo o que sinto vontade porque corro o risco de entregar o surpreendente final! O que posso dizer? Repetir que fui literalmente atropelada pelo livro que em alguns momentos me deixava em estado de graça com a beleza do lugar e dos quadros, em outros fiquei totalmente confusa porque as coisas pareciam até meio sem nexo...