O que te faz feliz profissionalmente?

04.04.2017

Os movimentos econômicos e sociais do mundo se encontram numa transformação profunda e cada vez mais acelerada. Profissões surgem, outras passam a não existir mais. Vivemos em uma era na qual, cada vez mais buscamos um propósito no que fazemos, para o mundo e para nosso próprio engajamento. Formada há 19 anos, passei por vários processos de busca e transformação porque me sentia “incomodada” de forma positiva com a falta de propósito que minha profissão representava na minha vida. Friso que fui muito feliz em várias etapas, principalmente nos momentos que um desafio prazeroso batia à minha porta, ou quando eu me via evoluir durante os processos de desenvolvimento.

 

 

 

Contudo, sempre sentia que algo me puxava para uma descoberta... e me perguntava: o que mais me faz feliz hoje? Como me imagino engajada, qual é meu verdadeiro dom, potencial canalizado para um caminho feliz e diferenciado? No momento que iniciei esta reflexão, ainda não tinha consciência, mas havia começado um mergulho interno em busca de respostas que alimentassem meu futuro profissional. Sou psicóloga e sempre atuei nas áreas de recursos humanos e pesquisa dentro de grandes empresas, e, pelo ofício da profissão, mantive contato com profissionais de diversos níveis de atuação. Com certa frequência, muitos se encontravam insatisfeitos com o papel que exerciam. E eu, preenchida pelos questionamentos que cutucam nossa conformidade, indagava, quando via uma oportunidade: Quais são suas necessidades? Seus desejos e anseios? O que faz você ficar no “estacionamento” da acomodação frente a um vasto caminho que pode traçar para si? As respostas mais comuns eram... ”minha necessidade é pagar conta” ou “preciso de estabilidade e já tenho experiência no que faço”... outra comum era “já estou

mais velho, mudar neste momento não me ajudaria em nada”.

 

Em relação às necessidades, suspeito, que muitos de nós não avaliamos esta condição para nossa vida... quando pergunto: Qual é a sua necessidade? As respostas sempre são “meu chefe é um grosso”, “não tenho tempo para nada”, “minha equipe está enxuta”, “o trabalho fica todo em minhas costas”, “a jornada de trabalho está acabando comigo”, justificativas que colocamos no “colo do outro” para não sermos felizes. Necessidades são internas, partem da consciência dos nossos sentimentos. Cito alguns exemplos: Preciso de tempo para mim, quero ser valorizada, desejo trabalhar com o que me impulsiona...

 

Nesta longa caminhada, nossa transformação deve ser vista por nós mesmos como uma oportunidade de crescimento e mudança interna. Qual é o valor que você dá para o autoconhecimento em sua vida? O automático é uma engrenagem presente no cotidiano, que nos traz cegueira interna. Muitas vezes, algo incomoda mas o quê? Precisamos prestar atenção na caminhada... é durante ela que temos os sinais do nosso real potencial... é nesta caminhada que temos a possibilidade de nos observar e enxergar o que nos impulsiona, termos maior clareza a respeito dos nossos pensamentos e sentimentos... viver o presente plenamente.., e observar-se nele.

 

Como cita Maslow em sua teoria, nossas necessidades de segurança – estabilidade, continuidade, proteção – devem ser supridas. Sem elas, nosso equilíbrio emocional pode ficar ameaçado. Então, dinheiro é fundamental. Canalizar esta necessidade junto aos nossos verdadeiros potenciais é a melhor estratégia para o alcance do que nos faz feliz, possibilitando a auto satisfação no que desempenhamos. E você, sabe o caminho para obter plenitude profissional?

 

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Luciana Cony é Psicóloga, com especialização em Consultoria Empresarial com foco em Recursos Humanos e uma feliz profissional de desenvolvimento pessoal e profissional.

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