TSE: desemperre o Brasil e livre-se do Temer

30.05.2017

Chegamos ao fundo do poço, e depois cavamos, e chegamos a um novo fundo do poço.


Dá vontade de sair do Brasil, voltar, só para poder sair do Brasil novamente.


A cara de pau dos políticos chegou a um novo recorde, quando se pensava que isso não era mais possível.


Primeiro, Dilma se agarra ao cargo como uma craca a um costão rochoso, tentando todo tipo de manobra de postergação ou anulação do Impeachment, com miríade de recursos ao STF.


Agora em 24 de maio, a defesa da Dilma entrou com uma nova ridícula ação no STF pedindo sua reintegração ao cargo, alegando falta de legitimidade do Temer. Por que será que, sendo Temer ilegítimo, temos que andar para trás como caranguejos e recolocar outra pessoa que a Justiça já decidiu em última instância que é  ilegítima?


Depois, Eduardo Cunha, que se fixou ao cargo de presidente da Câmara como uma tábua de salvação, mesmo diante de denúncias gravíssimas vindas da Suíça, até ser defenestrado.

 

E tem também o Renan Calheiros, fiel acólito do ex-governo petista, que, mesmo alvejado por uma penca de inquéritos, só foi afastado da presidência do Senado por decisão do STF.


Agora, o presidente Michel Temer, que, mesmo diante de fatos estarrecedores gravados, promete se pendurar no cargo com cola tudo.


Como é que alguém como Temer tem o desplante de permanecer na presidência do Brasil por mais de um minuto depois de falar “Tem que manter isso aí, viu” (e nem negar), como resposta à narrativa da continuidade da propina do Joesley Batista da JBS ao preso Eduardo Cunha?
 

Michel coloca Torquato Jardim no Ministério de Justiça, que aparentemente se empenhará em matar o que puder da Lava Jato, começando por atuar na esfera de comando da PF.


Há ainda uma pressão sobre Rocha Loures, o homem da mala, mantendo-o em suspense se ele terá ou não foro, dependendo se Osmar Serraglio “aceita” ou não o Ministério da Transparência, onde estava o Torquato.


O tal Torquato Jardim foi ministro do TSE por quase 8 anos e se diz ter ascendência sobre vários dos seus ministros em relação à sessão que iniciará 6 de junho (3a.).


Em suma, estamos reféns de pessoas que colocam suas questões pessoais acima de quaisquer questões. Isso não surpreende, apenas deixa o Brasil de joelhos.


Temos novamente um Brasil parado, com perspectivas reforçadas de queda do PIB, e os investimentos mais uma vez paralisados. Tudo para satisfazer agendas e egos individuais que nada dialogam com o Brasil.


E nós impotentes.


Há provas avassaladoras de corrupção e desvios na chapa Dilma-Temer: profusão de Caixa 2, o marqueteiro João Santana com seus 70 milhões por dentro e mais não sei quanto por fora, propinas irrigando da Petrobras e outros órgãos públicos para a campanha, gráficas e empresas de eventos comprovadamente fantasmas, empresas, como os Correios, não cobrando pela prestação de serviço à chapa, etc.

 

Sei que nada disso importaria para o TSE se não houvesse a delação premiada da JBS, embora isso seja obviamente errado.

 

Só que a situação mudou radicalmente e não se pede nada mais do que a interpretação justa da lei.

 

Assim, familiares, amigos e setores da sociedade precisariam pressionar os ministros do TSE a tomarem a partir de terça a única decisão cabível, que é cassar, sem mais delongas, a chapa Dilma-Temer. O risco é muito grande do TSE melar a saída do Temer, porque basta um ministro pedir vistas e o Brasil continua à deriva.

 

Alguém pode dizer:

 

“Ah, Rodrigo Maia, que ficará presidente por 30 dias, é farinha do mesmo saco”.

É verdade, mas, pelo menos a situação se move, como aconteceu no caso da Dilma.


Então viveremos na Política, como temos vivido, um dia de cada vez.


A fila tem que andar.

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Paulo Buchsbaum é alguém muito conectado a todas as grandes questões da atualidade, navegando em áreas tão distantes como Economia, Exatas e Psicologia. Ele atua como consultor de negócios e empreendedor, mas tem paixão por escrever, já tendo 3 livros lançados. Seu site é www.negociossa.com

 

 

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