Violência e Trânsito tiram 5 anos de vida

08.06.2017

 

A violência e o trânsito tiram cerca de 5 anos da expectativa de vida. Só que isso não vale para todos, só para o homem. No caso da mulher, esse número baixa para apenas 1 ano.

A diferença de expectativa de vida por morte natural no Brasil entre homens e mulheres termina sendo oficialmente muito menor do que os 6,2 anos que aparecem nas estatísticas em 2015 do IBGE (71,9 anos para o homem e 78,1 anos para a mulher).

Vamos aos números:


Em 2015 morreram 709.111 homens e 554.383 mulheres de todas as causas. Em relação aos mortos em acidentes de trânsito em 2015, não há consenso entre o Ministério de Saúde e o DPVAT, mas é possível estimar em cerca de 40 mil, um número médio entre os números otimistas do Ministério de Saúde e pessimistas do DPVAT.


Já o número de assassinatos em 2015, segundo o Atlas de Violência do IPEA de 2017, alcançou 59.080 pessoas.

 

Há um site que permite brincar com estatísticas, através de vários cruzamentos. É o DeepAsk. Infelizmente, os dados não estão completamente atualizados.

 

Pegando-se os dados de assassinatos mais recentes do DeepAsk (2013), 90,5% das vítimas são do sexo masculino e morrem em uma idade média aproximada de 31 anos, 2,5 anos menor que a idade média da vítima assassinada de sexo feminino.


Coletando-se os dados de acidentes de trânsito mais recentes (2012), 81,5% das vítimas são do sexo masculino e morrem em uma idade média aproximada de 38 anos, 2 anos menor que a idade média da vítima do sexo feminino.


Projetando-se esses dados para 2015, pode-se dizer que um pouco mais do que 1 em cada 8 homens que morrem são assassinados ou vítimas de um acidente de trânsito, contra quase 1 em cada 13 mulheres.

Supondo que no Brasil ninguém fosse assassinado e nem morto pelo trânsito, a expectativa de vida do homem subiria de 71,9 para 77,2 anos (5,3 anos) e da mulher de 78,1 para 79,1 (1 ano), o que levaria a diferença entre homem e mulher para apenas 1,9 anos, o que nos leva a pensar que o cálculo da expectativa de vida do IBGE deve estar com sérios problemas de consistência estatística.
 

Países similares ao Brasil, com muito menos violência e mortes no trânsito (de forma relativa à população) como o Chile, tem uma diferença de expectativa de vida de 6 anos a mais para as mulheres, de acordo com dados da OMS, o que é mais consistente com a realidade.



 

Apesar de todo o debate sobre a violência contra a mulher, pertinente por sinal, constata-se que o caso mais extremo (aquele que resulta em morte) atinge muito mais o homem do que a mulher.

 

De maneira geral, o Brasil infelizmente está diante de dois grandes e poderosos ceifadores da vida, que matam quase 100 mil pessoas por ano.

 

É uma guerra não deflagrada.

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Paulo Buchsbaum é alguém muito conectado a todas as grandes questões da atualidade, navegando em áreas tão distantes como Economia, Exatas e Psicologia. Ele atua como consultor de negócios e empreendedor, mas tem paixão por escrever, já tendo 3 livros lançados. Seu site é www.negociossa.com

 

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