De repente, Primavera


E primaverou então

O que antes era inverno

Vi flores nascendo

Naquelas terras geadas

Nasceu, brotou, germinou

Em minha alma, seca e gelada

E tornou-se em calmaria

Aquele meu mar agitado

Revirei-me em agonia

Chorei rios e lagos

Cansei-me de tanto nadar

Enfim consegui chegar

Em prantos na beira da estrada

Vestindo farrapos e trapos

Sentei com a vida rasgada

Segundos, minutos e horas

O sol a nascer pude ver

Levantei, seguindo a jornada

Peguei um ônibus, lenço no bolso

Nem percebi as cores, a flora

Primaverando a via de chão

Torrentes de lágrimas, visão embaçada

Não olhei a janela, não vi a paisagem

E as flores que estavam lá fora

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Claudia Lundgren

45 anos, mora na cidade de Teresópolis, é Pedagoga, trabalha há 11 como Educadora Infantil, e cursa Pós Graduação em Língua Portuguesa e Literatura Brasileira.

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