Felicidade

20.10.2017

O que é felicidade? Como encontrá-la? É uma coisa? Um lugar? Um momento?
 

Normalmente nos referimos à felicidade como algo sempre no futuro. Um objetivo na vida. O principal objetivo, acredito eu. Alguns a identificam com a aposentadoria, outros, com o “ficar rico” ou ter uma vida, digamos, confortável. Há aqueles que vêem a felicidade como o fato de ter alcançado o topo. De onde? Da fama, do sucesso profissional, da santidade (para os muito religiosos), enfim, o ponto máximo de alguma coisa, só não sei de que...

 

O fato é que a ideia, o conceito de felicidade permeia o nosso imaginário a todo, ou quase todo, instante mas o colocamos, ou melhor, dentro de nossas mentes, o classificamos na mesma categoria dos sonhos. Felicidade, então, para a maioria de nós, é um sonho. E, dependendo do seu nível de exigência para que se torne real, pode mesmo estar naquela prateleira mais alta, daqueles sonhos distantes, inalcançáveis. Aqueles que nós olhamos com ternura e saudade ao mesmo tempo, por saber que jamais iremos realizá-los.
 

Mas, o que é felicidade para você? Diga. Seja sincero. É uma pergunta difícil, eu sei. Exige uma introspecção cuidadosa e honesta. E exige que nós tenhamos essa resposta de forma clara em nossa mente. Não em termos gerais como: “Ah, serei feliz quando a vida melhorar." Isso, definitivamente não é resposta. É muito provável, por ser tão vista de  longe, como um sonho distante, que você não tenha nada elaborado, nem mesmo uma vaga ideia, a não ser as impressões de felicidade que foram incutidas na sua cabeça. Estou achando engraçado porque, justamente enquanto escrevo esse texto, percebi que também não tenho uma. E eu, que me considero um sujeito reflexivo quanto a esses assuntos, e que me propus a falar dele, não tenho resposta. Vou encarar isso como algo bom. Sim. Porque, então, estamos juntos. Eu e você. E a felicidade está lá. No lugar dela. Ou melhor, no lugar que, até agora, acreditamos ser o dela. Tão distante de nós como a Terra do Sol.
 

Nos próximos textos, tentarei expor minhas reflexões sobre o tema. E se você estiver cansado de tanta reflexão e não quiser continuar, tudo bem. Vou deixar apenas umas daquelas perguntas inquietantes, mas que valem a pena, para que você pense com carinho. E mesmo se quiser continuar, seria bom parar um pouco e pensar. Honestamente. Apenas você com você mesmo. Não há ninguém para lhe observar, ninguém para quem você precise fingir. É só você. Sozinho. Responda, sinceramente, para
si mesmo: eu sou feliz?

 

P.S.: O texto acima foi extraído do livro “Sim! É possível ser feliz!”, de minha autoria. 

 

 

Augusto Gomes Couto

     

 

 

Pai e marido em tempo integral, escritor nas horas vagas, Perito Criminal Militar nas horas escravas.

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