O túnel e vida por um fio,.... literalmente. Suicídio evitado nas proximidades da praça XV

05.11.2017

 

Relato por Cap Creveld:

 

Era cerca de sete horas da manhã, caminhando do metrô da Cinelândia para a base da Operação Bravo do Centro Presente na Praça XV, o então subcoordenador da citada operação, Cap. Creveld, ao passar pelo caminho que liga a passagem do Túnel Prefeito Marcelo Alencar, próximo ao Fórum, fora abordado por um morador de rua visivelmente abalado psicologicamente, fazendo menção de se jogar da passagem para o solo dentro do túnel. Após ampla tentativa de mediação da situação, em um movimento brusco o cidadão largou a mureta e se pendurou com um único braço. Tragédia eminente e, como citado, estava só, pois era sua chegada na base. Aos gritos solicitou de longe o apoio dos Agentes civis que montavam a base para início da operação, sendo atendido pelo agente Jean Vicente, que conseguiu com o oficial citado dar um apoio para o mesmo se reerguer e poder sair daquela situação de provável tragédia.

 

Enquanto gritos de "quero me matar", "me larga seu polícia de nada", entre outras ofensas, o cidadão, vendo que mesmo contra a vontade iria ser reconduzido ao calçadão,  puxa uma fiação elétrica, que percorria o trecho por dentro da mureta, tentando se enforcar.

            
Neste momento chegaram um graduado nosso, Sub-tenente Nilson e o apoio da guarda municipal. Após amplo diálogo e a manutenção da mão deste oficial entre o pescoço e o fio evitando a tragédia eminente, enquanto os demais seguravam os braços do pobre indivíduo, foi possível alçar o mesmo para a calçada, evitando não só uma possível morte dele, mas como uma tragédia maior, devido aos carros que poderiam ser atingidos dentro da entrada do túnel.

 

Após a imobilização necessária, devido ao forte estado de desequilíbrio do atendido, e sua forte estrutura corporal, o mesmo foi conduzido, com todo apoio social e policial, para sede da Delegacia de Polícia, apenas para formalizar o fato atípico, e em seguida encaminhado, com nosso serviço social, apoiado pela supervisão, para o Hospital Psiquiátrico Philippe Pinel. Onde foi feito todo trabalho de excelência daquela unidade de saúde para a recuperação daquele morador de rua inconsciente e em situação de extrema vulnerabilidade social.

 

Essa descrição só reafirma a necessidade da desconstrução de uma ideia atrasada e revanchista e de tempos passados, de que o policial não é um ator no cenário do socorro imediato, seja diretamente, ou como na situação emergencial citada, ou indiretamente como nas inúmeras solicitações aos órgãos de saúde pública, como CBMERJ, SAMU, SMDS, SEOP, Hospitais, entre outros.

 

A Operação Segurança Presente, sem querer ser redundante, mas já sendo, é presente em todas as situações em que vidas, corações e mentes se sintam afligidas ou ameaçadas.

 

Em frente, sempre presente!
 

 

 

 

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JAN VAN CREVELD CARVALHO MONTEIRO

 

Especialista em Segurança Pública pela UFF - INeac, pós graduado em ciências sociais e policial há 14 anos, atualmente no posto de Capitão.

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