No oceano da solidão

03.02.2018

De um barco fui lançada

 

Por tão conhecidas mãos

 

Em águas muito geladas

 

Escuras, desesperadas

 

No oceano da solidão


 

Fiquei impressionada

 

O quão elas eram salgadas

 

Inspirei, tentando viver

 

E essas tão sofridas águas

 

Entraram ardendo o meu ser


 

Ali, me esfriei, congelei

 

As lágrimas gelo viraram

 

Nessa triste amnésia da alma

 

Nenhuma lembrança guardei

 

Em rigidez me tornei


 

O oceano da solidão

 

É como se fosse prisão

 

Queremos dele sair

 

Me debati, tentei submergir

 

As águas disseram que não


 

Mar fundo, de um triste azul

 

Deseja sempre tragar

 

Aqueles lançados no mar

 

Que ironia! - por seu próprio par

 

Que como coisa, quis descartar.

 

 

Claudia Lundgren 

 

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Claudia Lundgren

 

45 anos, mora na cidade de Teresópolis, é Pedagoga, trabalha há 11 como Educadora Infantil, e cursa Pós Graduação em Língua Portuguesa e Literatura Brasileira.

 

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