Resenha do livro O VOO DA VESPA – KEN FOLLETT

09.06.2018

Livro O Voo Da Vespa

"Caiu nas minhas mãos uma história extraordinária sobre dois jovens que desejavam escapar da Dinamarca ocupada em 1941. Eles queriam fugir para a Inglaterra, mas para isso teriam que atravessar o Canal. Decidiram então realizar a travessia num bimotor feito de madeira e tecido, uma viagem bastante arriscada para um avião tão pequeno. “O voo da vespa” é livremente baseado nessa incrível aventura. Eu combinei elementos reais da história para criar este romance.” – Ken Follett 


Comecei com as palavras do autor para que fique bem claro que teremos um enredo baseado numa história verídica, enriquecida pela enorme criatividade de Ken Follett, um dos meus escritores favoritos!


A trama se passa na Dinamarca, com algumas pinceladas em Londres. O país nórdico não foi invadido pelos Alemães nos moldes do resto da Europa, foi sim ocupado, com o governo local aceitando passivamente a interferência dos nazistas em seu território. E é claro que isso acabou mexendo com os brios patrióticos de muitos dinamarqueses...
Então, baseado nesses dois fatos vamos ter um livro dinâmico, com descrições breves, mas precisas, com muitos diálogos, com bastante espionagem e naquele ritmo frenético bem característico do autor: aos poucos um enigmático enredo vai sendo montado e aí teremos mais uma história bem construída que será conduzida pelo jovem dinamarquês de 18 anos, Harald Olufsen. Ele é um estudante de física inconformado com a forma como a Dinamarca se rendeu facilmente à Alemanha durante a Segunda Guerra Mundial, se deixando ocupar sem nenhuma resistência como já sabemos. E também é ele que vai descobrir, por acaso, uma instalação estranha dentro da base militar nazista. Harald não sabe exatamente o que é, mas, como não se parece com nada que já tenha visto e consegue perceber a importância que aquilo pode ter, não poupará esforços para partilhar sua descoberta com aqueles que poderão fazer algum uso dessa informação, ou seja, a resistência dinamarquesa.
A outra peça importante nesse enredo será Hermia Mount, noiva do irmão mais velho de Harad, uma jovem inglesa que precisou fugir da Dinamarca, onde vivia há muitos anos, e deixar seu noivo para trás assim que os nazistas lá chegaram. Ela é uma analista do MI6 que é recrutada para ajudar a descobrir qual é a nova arma que está atrapalhando as ofensivas dos ingleses: todos os seus ataques estão sendo prejudicados como se as forças nazistas já soubessem de antemão como e onde ocorreriam, eles sempre estão conseguindo prever o local que os aviões ingleses irão atacar e estudos feitos pela inteligência britânica apontam para a Dinamarca como sendo o ponto onde as informações estão sendo interceptadas. E tendo em vista que Hermia morou a vida inteira lá, ela passa a ser a agente certa para essa missão, já que possui contatos locais valiosos que poderão auxiliá-la nessa empreitada.


Em Copenhague, o detetive Peter Flemming colabora com os alemães para desvendar quem está repassando informações de dentro do país nórdico para os britânicos e se torna outro personagem dessa trama que nos coloca direto nesse cenário da Segunda Guerra Mundial.


Vamos ter ainda Karen, uma jovem bailarina, que terá um papel muito importante quando Harald precisar sair da Dinamarca. Foi muito interessante ver personagens como Harald e Karen, ainda bastante jovens, amadurecendo e se tornando adultos, precisando tomar decisões importantes que podiam afetar a vida de muitas pessoas nesses tempos de guerra. É um amadurecimento rápido já que a história toda se passa num período muito curto, mas é bastante convincente.


Resumindo, o que temos aqui é um romance sem segredos para os leitores, onde podemos acompanhar as histórias de Hermia, Harald, Karen e Peter se cruzando de uma maneira fluída, e Follett, naquele seu jeito especial de escrever, conseguindo mais uma vez nos deixar constantemente tensos, dessa vez viajando sobre o Mar do Norte e fugindo de perseguidores de uma maneira tão cinematográfica, que dá a sensação de estarmos no cinema assistindo a um daqueles filmes de ação... para mim só faltou a pipoca! Mas aí a culpa foi minha que não providenciei!


Interessante no livro é que a Guerra servirá apenas como pano de fundo para nos fazer acompanhar uma história de pessoas comuns tentando de alguma forma resolver problemas enormes, muito além daquilo que imaginam ser capazes, mas que não esmorecem nunca diante do perigo. E assim vamos ter uma noiva inglesa que montou um movimento de resistência na Dinamarca, um garoto que não aguenta ver a passividade do seu governo diante da ocupação alemã e decide enfrentar a situação da sua maneira, além de uma bailarina que ajuda a completar uma missão perigosa e com poucas chances de dar certo. E é claro, vamos ter também um vilão que aparece na figura de um detetive que é simpatizante dos ideais nazistas. Tudo isso posto .... tenho todos os ingredientes para mais uma vez repetir: Ken Follett é sempre uma excelente opção de leitura!


#eurecomendoFollettsempre

#LERÉTUDODEBOM!!!

 

 

 

 

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Maria Cláudia de Macedo Miranda Marandino

 

Resendense de nascimento e carioca desde os meus três anos, sou professora (aposentada) especializada em alfabetização e pré-escolar. Amo ler pelo simples prazer de ler! Não sou especialista em literatura mas vou colaborar no 1 olhar com o resumo que faço de cada um dos muitos livros que leio na esperança de despertar o leitor que sei que vive dentro de cada um de nós: todos somos leitores, basta que o livro certo nos encontre!

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